Data Mining 29/07/11

Modelos de co-residência nas sociedades de caçadores-colhedores mostram uma estrutura social humana única

Um modo de vida de caçador-colhedor constituiu provavelmente a estutura social dominante durante a maior parte da história humana. Sustenta-se geralmente que os grupos de caçadores-colhedores consistam sobretudo em indivíduos ligados por parentesco: pais e filhos, crias, incluindo até as relações conjugais. Em um artigo publicado na revista Science em 11 de março de 2011, Hill et al. analizou os graus de parentesco de 32 grupos de caçadores-colhedores em sociedades contemporâneas (no total, 5064 indivíduos, tamanho médio de um grupo 28,8 adultos) e descobriram que estas sociedades ofereciam uma estrutura social diferentes de primatas ou vertebrados. Embora irmãos e irmãs permaneçam regularmente juntos, a maioria dos indivíduos em grupos residentes não têm relações genéticas. Ademais, ambos os sexos povem escolher em deixar o próprio grupo ou ficar, e nem a linha materna nem a linha paterna domina os grupos. Estes modelos produzem grandes redes de adultos sem parentesco e sugera que o valor seletivo inclusivo não pode explicar a extensa cooperação entre os grupos de caçadores-colhedores. No entanto, largas redes sociais podem ajudar a entender por que os humanos desenvolveram capacidades para a aprendizagem social que resultou em uma cultura cumulativa.

HILL, K. R. et al., Co-Residence Patterns in Hunter-Gatherer Societies Show Unique Human Social Structure, in Science, 331, 6022, 11/03/2001, 1286-1289.

Traduzido e adaptado de Complexity and Social Networks Blog

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