Arqueologia digital e computadores no Brasil

Em setembro, a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB) vai se reunir em congresso em Teresina. Geralmente, temos poucas oportunidades de abordar a arqueologia digital e o uso de computadores de forma geral, mas desta vez, há duas propostas de sessões. Sim, duas sessões inteiras! O propósito é o mesmo: reunir o povo da arqueologia que trabalha com computadores, não apenas para digitar seus textos, mas para apoiar a pesquisa e produzir novas informações. A chamada para apresentações vai até o dia 7 de julho. Mais informações no site da SAB2017!

  • Recurso informáticos em Arqueologia: Da Escavação à Análise de Dados
  • IPads na Trincheira – Arqueologia digital no Brasil: Onde estamos?

SAB2017

Seguem os resumos respectivos:

Recurso informáticos em Arqueologia: Da Escavação à Análise de Dados

Computadores ocupam uma posição central na sociedade atual. Não podem mais ser considerados apenas como uma ferramenta para digitação de textos e realização de planilhas. Nos anos 1960, três papeis fundamentais foram identificados para a informática em arqueologia: o registro, o armazenamento, e a análise dos dados. Desde então, o desenvolvimento de novas tecnologias permitiu alcançar novas fronteiras: reconstituição 3D, SIG, modelos baseados em agentes, fotogrametria. Aos poucos, mostram que é possível mesclar aspectos quantitativos e qualitativos. De que maneira são utilizados em arqueologia? Qual são as potencialidades, quais são os problemas?No Brasil, diversas iniciativas já mostraram resultados significativos, com o desenvolvimento de projetos integrados em todas as regiões do país e a constituição de grandes bancos de dados arqueológicos. Este simpósio é uma oportunidade de reunir os arqueólogos que utilizam os recursos informáticos em suas pesquisas, e debater seus riscos, suas dificuldades e, também, suas possibilidades, em escala regional, nacional e internacional. Serão apresentados trabalhos que mapeiam a diversidade das pesquisas realizadas, na forma de estudos de casos ou de abordagens teóricas e metodológicas.

IPads na Trincheira – Arqueologia digital no Brasil: Onde estamos?

Vivemos em uma Era Digital na qual comunidades virtuais se conectam cotidianamente através de redes sociais e onde diferentes audiências interagem e compartilham informações por meio de experiências imersivas e colaborativas. Essa transformação aliada a emergência de métodos e ferramentas de aquisição digitais e ao avanço das tecnologias 3D vem modificando a maneira como acessamos, representamos e experienciamos o passado. Além de alterar a forma como produzimos o conhecimento arqueológico.A realidade nas trincheiras não é mais analógica, ela é também digital. Hoje os relatórios são armazenados nas nuvens, contam com modelos 3D e podem ser acessados online. A escavação considerada um processo destrutivo, com a aplicação destes métodos, passou a digitalizar os contextos e o patrimônio arqueológico. A cada intervenção gigabytes e terabytes de dados e metadados são gerados. Não mais apenas levamos a campo cadernos e peneiras. Hoje as colheres são literalmente ?digitais?. Cada vez mais iPads são usados para registrar estruturas, feições, desenhar malhas, armazenar imagens e aplicativos. Em alguns projetos estações totais trabalham paralelamente a scanners, drones e LiDAR.  Entre os desafios da Arqueologia digital estão: a necessidade de repositórios digitais, sustentabilidade, interoperabilidade, gerenciamento de informações, propriedade intelectual, compartilhamento de dados digitais, consentimento e a reflexão da necessidade da aplicação desses métodos.No Brasil, com algumas exceções, pouco se tem avançado no debate sobre o futuro digital do nosso passado. O presente simpósio tem como objetivo proporcionar um espaço para o diálogo e a contribuição entre pesquisadores que trabalhem com: Arqueologia Digital, Ciberarqueologia, Arqueologia Virtual, modelagem 3D, reconstruções arqueológicas, impressão 3D, repositórios, aplicativos e jogos. Reunindo assim, trabalhos que abordam métodos digitais modernos tais como a estereofotogrametria, scanners a laser, LiDAR, RTI e GIS.

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